Thursday, 27 December 2007

Sobre parábolas

-Quem está aí?

-...aí...

-Eco!

-...eco...

-Por que vives repetindo o que eu digo?

-É que me tiras as palavras da boca.

About adulthood

She says it is all about having to do a lot of stuff.
I say it is precisely not having to do anything.

Monday, 24 December 2007

Sobre críticas infundadas

Mãe, a personificação antropomórfica do capitalismo ocidental está descendo pela chaminé!

Tuesday, 18 December 2007

Sobre contos de fadas

Sempre acreditei em dragões e princesas.
É uma pena que no mundo real eles interpretem os papéis um do outro.

Tuesday, 11 December 2007

Sobre sexismo e filosofia

-Verdade seja dita: Mulheres inteligentes são um mito.

-A inteligência é um mito.

Monday, 10 December 2007

Sobre 22:24

No momento vou me entregar para a minha cama e, logo, para um mundo melhor.

Friday, 7 December 2007

Sobre evolução

O surgimento de algumas novas tecnologias simplesmente destrói o glamour das antigas;
Com um cabo de rede ligado no laptop sempre parece que faz-se algo importante.

Thursday, 29 November 2007

Sobre higiene

Banhos não fazem milagres.
Às vezes podemos nos sentir cheirosos,
mas sabemos, no fundo, que, no fundo, ainda somos sujos.

Wednesday, 14 November 2007

Sobre imutabilidade

Sempre parece que a vida já foi melhor do que é.
Sempre acreditamos que vai melhorar;
Mesmo que nunca aconteça ou tenha acontecido.

Monday, 12 November 2007

Sobre espelhos

-Vou fazer companhia para minha mãe e ver Scrubs.
-Boa sorte.

Sunday, 11 November 2007

Sobre o calendário que nunca tive

turn.stile n [C] a small gate that spins around and only lets one person at a time go through the entrance; revolving door: we've had 600000 admissions through the turnstiles

Saturday, 10 November 2007

Sobre cotidiano

Dia após dia minha única grande ocupação é fazer malabarismos com as minhas saudades.

Thursday, 8 November 2007

About Convenience and its Kings

What is there to know?
All this is what it is
You and me alone
Sheer simplicity

Tuesday, 30 October 2007

About wanting & doing it

In the end it all resumes to this: If you had an infinite box of chocolates, what would you do?

Sunday, 28 October 2007

Sobre liberdade

Relaciona-se prisão com lugares pequenos e fechados. Preciso discordar. Sinto-me muito bem assim: longe e isolado de dedos julgadores.

Wednesday, 24 October 2007

Sobre catolicismo

A Vossa Casa é um dos poucos lugares onde vê-se brasileiros conjugar os verbos na segunda pessoa do plural - inconscientemente.

Tuesday, 23 October 2007

Sobre velhice

Se sentes que vive à sombra de teus anfitriões, não te preocupes. No teu leito de morte, ninguém será mais velho que tu.

Monday, 22 October 2007

Sobre paradoxos contemporâneos

Em que espécie de mundo podemos nos vender para muitos por pouco mas não para um só por muito?

Sunday, 21 October 2007

Sobre amor

Criaremos um mundo só nosso;
e instituiremos xenofobia como Lei.

Saturday, 20 October 2007

Sobre o estrangeiro

Qual o real estímulo para diferenciar-se quando, ao quebrar paradigmas, somos reduzidos ao óbvio e à chacota?

Sunday, 7 October 2007

About friendship

What are the bonds between an engineer who literates and a literate who engineers?

Sunday, 30 September 2007

About divorce

The fine line between believing one could have loved anybody else and anything else.

Friday, 28 September 2007

Sobre descoberta

E eis que, caminhando por estradas mais que exploradas, às vezes encontramos uma trilha inédita. Estupefatos, comemoramos como o mundo pode ser mais esférico que o esperado.

Wednesday, 26 September 2007

Sobre apreçamento

Em que moeda se paga um sorriso? Difícil precisar.
Afinal de contas, alguns sorrisos são simplesmente mais caros que outros.

Thursday, 20 September 2007

Sobre indiferença

Aquela cujas versões falsa e verdadeira competem cabeça a cabeça por qual seria a mais devastadora.

Monday, 17 September 2007

Sobre introspecção

Auto-controle é conseguir se enxergar andando em uma esteira e não se sentir idiota por isso.

Saturday, 15 September 2007

Sobre espaços

Entre um "por que" e um "porque" existe um espaço - imensurável.

Thursday, 13 September 2007

Sobre invariabilidade

Os parâmetros cuja mudança representaria um atalho são sempre fixos.

Sunday, 9 September 2007

About Sunday night nostalgies

Was it good? Yes.
Was it enough? Absolutely not.

Saturday, 8 September 2007

Sobre derivadas

Nunca sabemos a que pé estão as coisas, mas sempre sabemos a que passo elas andam. Se existe um sexto sentido, é o que nos permite a vertigem.

Monday, 3 September 2007

Sobre metalurgia

Interessante pensar que troféus não são nada mais que o superlativo esculpido em metal.

Sunday, 2 September 2007

About realization

One realizes "what", "where", "who" and "how many" one really wants only when drowned in an overpopulated cell of loneliness.

Saturday, 1 September 2007

Sobre morte

Aquela que faz parte da vida tanto quanto escovar os dentes, mas que é uma daquelas coisas que assusta por sua unicidade.

Friday, 31 August 2007

Sobre capilaridade

Se eu pudesse legislar, proibiria a água de subir nas minhas mangas e nas barras das minhas calças.

Thursday, 30 August 2007

Sobre omissões

Aquele que disse que sobrevive o mais forte e o melhor adaptado esqueceu, sem dúvida, de mencionar os sortudos.

Monday, 27 August 2007

Sobre enésimas etapas

Queremos mais tempo.
Queremos mais silêncio.
Precisamos de mais luz, mas queremos mais escuro.
E, depois de muito suor, o fim está apontando para o lado errado.
Esperamos.
Recomeçamos.

Thursday, 23 August 2007

Sobre relatividade

Se só se perde, está na hora de se esforçar mais ou, ao menos, de baixar as expectativas.

Tuesday, 21 August 2007

Sobre vidência

Será que alguém já parou para pensar o quão chato deve ser acordar todos os dias e saber quais as pessoas que não encontrará até o final dos mesmos?

Sunday, 19 August 2007

Sobre meias e bancos

À pergunta sobre o fim de semana respondo "hateful movie. Lovely weekend".
À pergunta sobre os estudos respondo com censurado silêncio enquanto lembro do contraste inesquecível das meias pretas com o banco branco em procura de alguma coisa nas alturas.

Sunday, 12 August 2007

Sobre escovas de dente

Algumas algemas prendem...
outras abraçam...

Tuesday, 7 August 2007

Sobre atipicidade

Às vezes temos uma vontade súbita de fazer algo fora do comum.

Às vezes chegamos em casa mais tarde que o usual com vontade de comer uma fruta.

Às vezes dá uma vontade de comer algo um pouco mais salgado.

Às vezes não tem amendoim.

Às vezes podemos nos divertir com a ironia de comer castanhas de caju.

Às vezes ficamos felizes com as castanhas simplesmente porque o amendoim estaria com gosto de baunilha.

Sunday, 5 August 2007

Sobre redenção

Eu suspiro e observo tudo que tenho desejado, em que tenho pensado, com que tenho sonhado, em que tenho tocado, de que tenho sentido o doce perfume. Enquanto tudo isso me encara de volta em meio à imensidão daquele moletom vermelho.

"Quase".

Monday, 30 July 2007

Sobre Sextas-Feiras

"Bom fim de semana" eu disse. O dia estava frio, mas o sol estava alto. A sombra do descanso me cobria. As sensações de finalização, de preparo para uma nova etapa e até mesmo de expectativa coloriam o dia diferentemente do usual. A tarde se arrastava, ainda se arrastaria e mal podia esperar para dizer que se arrastara. Teria sido uma ótima Sexta-Feira, não fosse o fato de ter sido uma Segunda.

Sunday, 29 July 2007

About guitars

Cyanide and Happiness, a daily webcomic
Cyanide & Happiness @ Explosm.net

Wednesday, 25 July 2007

D F#m Fm Em A7

Well it's a big big city and it's always the same
Can never be too pretty tell me you your name
Is it out of line if I were simply bold to say "Would you be mine"?

Because I may be a beggar and you maybe the queen
I know I maybe on a downer am still ready to dream
Now it's 3 o'clock time is just the time it takes for you to talk

So if you're lonely why'd you say your not lonely
Oh your a silly girl, I know I hurt it so
It's just like you to come
And go you know me no you don't even know me
Your so sweet to try, oh my, you caught my eye
A girl like you's just irresistible

Well it's a big big city and the lights are all out
But it's much as I can do you know to figure you out
And I must confess, my hearts in broken pieces
And my heads a mess
And it's 4 in the morning, and I'm walking along
Beside the ghost of every drinker here who has ever done wrong
And it's you, woo hoo
That's got me going crazy for the things you do

So if your crazy I don't care you amaze me
Oh your a stupid girl, oh me, oh my, you talk
I die, you smile, you laugh, I cry

And only, a girl like you could be lonely
And it's a crying shame, if you would think the same
A boy like me's just irresistible

So if your lonely, why'd you say you're not lonely
Oh your a silly girl, I know I hurt it so
It's just like you to come and go
And know me, no you don't even know me
Your so sweet to try oh my, you caught my eye
A girl like you's just irresistible


Whistle for the choir - The fratellis

Monday, 23 July 2007

Sobre rascunhos

Traços cinzas mal finalizados podem dar uma sensação melhor que a arte final. Obviamente dependendo do contexto, mas defende-se o argumento:

Enquanto a obra não está pronta, temos o trabalho de terminá-la para distrair, enquanto que depois de finalizada não nos resta nada senão admirar o trabalho feito.

Diria que a diferença fundamental é que amamos no rascunho tudo aquilo que este pode ser, enquanto odiamos na arte final tudo aquilo que esta não é.

Sunday, 15 July 2007

About photography

I only wish sometimes one would have a camera to perpetuate a vision that made or makes one shiver to ones very bones.
I only wish one could live without the fear of never catching that sight again, and therefore sigh for the rest of ones life.
I only wish one could perpetuate all senses - and a glass of water.

Monday, 9 July 2007

Sobre franjas

E lá está ele de novo.Encostado a uma parede, esperando a uma porta, pensando no que não deveria pensar. A chuva dá um aspecto sombrio ao dia mas ainda assim reflete bem os conflitos internos. A música o isola do mundo e o permite, assim, concentrar-se somente no seu bolso. Horas que parecem anos e minutos vestidos de capatazes precedem o momento tão esperado. Depois de tanta espera, assim que recebe a resposta ele dispara para a chuva, em direção ao suposto ponto de encontro. Após algumas passadas que o renderam água até os joelhos, lembra-se que abrir o guarda-chuva poderia evitar que fique encharcado. Ele então larga um sorriso proibido de si mesmo, abre o guarda-chuva e continua em passo tão menos apressado quanto consegue.

Tuesday, 3 July 2007

Sobre ócio

O ócio não seria tão sufocante se fosse verdadeiramente vazio como acredita-se ser. Em realidade, afogamo-nos em uma grande piscina de pensamentos, to-dos e to-don'ts. Dos dois últimos ainda me decido qual toma mais energia.

Se não fazer nada realmente implicasse na não feitura de qualquer coisa, soldados não marchariam, enquanto escritores talvez o fizessem. Bêbados não precisariam beber para esquecer e românticos se embriagariam para lembrar.

Não diria que é justo classificar tempo vazio como tal, quando a maioria do nosso tempo cheio é oco.

Saturday, 30 June 2007

Sobre marcas

Engana-se aquele que acredita deixar marcas nos outros.
Não fazemos nada mais que entalhar nossos emblemas nos escudos de outrem, não no indivíduo em si.

Wednesday, 27 June 2007

J'attends encore.
J'attends jusqu'à Mme La Chance se souvient de moi.
En écoutant de la musique écossaise,
J'attends.

Monday, 18 June 2007

Sur les attentes et leurs mirages

Je me suis assis. J'attends, j'espère, en fait. Les piétons passent à vue mais ils ne me disent rien. Ils marchent sans destin mais tout certains de ce qu'ils font et d'où ils vont. Mais cela n'a pas rien à faire avec mon espoir. Je les regarde en attendant, comme j'avais dit avant. Chaque pièce minuscule de moi même fait attention au bout de la rue, d'où, peut-être, on peut venir. Qui peut venir, cela n'importe pas. Je sais que j'attends quelqu'un et, pendant cela, j'en rêve. J'imagine que si j'avais une opportunité j'écouterais tout ce qu'on voulait me dire et je dirais tout ce qu'on voulait entendre sans m'arrêter. Mais il faut que je m'arrête. Il faut que j'arrête de penser à ces plaisanteries qui, on en sait, ne sont pas vraies. En essayant de sortir les mensonges de ma tête, je l'ai vue. Je ne pouvais pas lui faire face, alors, je me suis tourné vers l'autre bout de la rue. Je comptais: "un, deux, trois... Combien de temps est-il nécessaire pour me tourner de nouveau? Un petit peu encore. C'est ça." Il n'y avait personne. D'abord, je n'y croyais pas. Cela n'était pas possible, les personnes ne disparaissent pas. La doute m'est resté dans la tête: J'ai vu un mirage ou j'ai été vu avant d'avoir vu quelqu'un?

J'attendrai demain et je le saurai.
On se ment pour bien continuer à vivre.

"Qui rêve fait mensonge" dit le proverbe.

Sunday, 17 June 2007

Sobre portas

I stare at a wall. Uma parede intransponível e mais sólida e real que qualquer outra coisa ao meu redor. Do outro lado, lies uma sobriedade realista mais potente do que minha mente possivelmente conseguiria aguentar. Duas portas de vidro fosco me mostram o outro lado: alcohol and tobacco. As outras portas estão abertas e escancaradas, mas não pretendo encarar os seguranças.

Rien à faire, me contento com o meu lado da barreira. Este lugar deveras vazio posicionado na média exata entre a existência e o sonho. Então noto que minha prisão tem o seu domínio limitado por outro lado também. Se aquela parede me afastava da is-ness do mundo, esta outra me separa da would-ness. O que atrai a atenção é o fato da existência de uma única porta e, ainda mais incrível, de milhares de janelas, de vidros límpidos como o mais límpido dos olhos d'água. Tiro um tempo para me distrair e olhar através dos regularmente distribuídos eye-holes ao longo do grande muro. Através deste, vejo tudo o que sempre quis ver. Maravilhado, não posso desviar os olhos, a visão me tira a atenção de tudo. Inclusive do antigo muro com as suas censuradas portas. Não demora muito para que algo me congele totalmente. All of a sudden, tudo aquilo que era tão nítido através desta janela de cristal fica desfocado. A não ser por uma única figura. Esta, simples e nítida, passeia pelo meu campo de visão. De vez em quando some e reaparece do nada, sempre me causando uma surpresa difícil para minha respiração acompanhar.

É então que esta figura, este bloco sólido no meio de toda a imensidão etérea, dirige-se vers la porte. Tout de suite, me ponho perto do único portal de passagem possível. Eu poderia atravessá-lo a qualquer momento, mas o mais primitivo dos sentimentos me impede. Então me ponho a esperar, encostado ao lado desta porta sem sentido, mas que faz mais sentido que todo o resto que me rodeia.

A espera é inebriante. Enquanto encostado no mesmo plano que a porta, é inevitável fitar o exato oposto do meu mundo-corredor. O outro lado me diz, em sussurro, que estou me enchendo de uma esperança tola, que engano minhas percepções. Eu quero, sim, sair deste meio termo de indefinições, mas, somehow a porta cuja parede me encosto agora é simplesmente mais doce. Esta porta que, tenho uma racional certeza, não vai me trazer nada nem ninguém, mas a qual, ainda assim, me sinto irracionalmente completo de estar encostado. Só me resta a dúvida: será esperar à porta melhor que cruzá-la...

Wednesday, 13 June 2007

Être apprivoisé

Le petit prince s'en fut revoir les roses:

- Vous n'êtes pas du tout semblables à ma rose, vous n'êtes rien encore, leur dit-il. Personne ne vous a apprivoisé et vous n'avez apprivoisé personne. Vous êtes comme était mon renard. Ce n'était qu'un renard semblable à cent mille autres. Mais j'en ai fait mon ami, et il est maintenant unique au monde.

Et les roses étaient bien gênées.

- Vous êtes belles, mais vous êtes vides, leur dit-il encore. On ne peut pas mourir pour vous. Bien sûr, ma rose à moi, un passant ordinaire croirait qu'elle vous ressemble. Mais à elle seule elle est plus importante que vous toutes, puisque c'est elle que j'ai arrosée. Puisque c'est elle que j'ai mise sous globe. Puisque c'est elle que j'ai abritée par le paravent. Puisque c'est elle dont j'ai tué les chenilles (sauf les deux ou trois pour les papillons). Puisque c'est elle que j'ai écoutée se plaindre, ou se vanter, ou même quelquefois se taire. Puisque c'est ma rose.

Saturday, 9 June 2007

Uma incongruência

No canto da janela do MSN me aparece escrito "A campanha do Vectra finalmente estreou. Clique aqui para ver".

Call me whatever you wish, mas quando mesmo que propaganda virou alguma coisa a ser esperada? Espera-se um filme estrear, um novo episódio da sua série favorita. Mas uma propaganda? Uma campanha?

Something's gotta be wrong.

Monday, 4 June 2007

Sobre legados

O que quer deixar seus ouvidos, este compõe.

O que quer deixar seus olhos, este pinta.

O que quer deixar seu suor, este trabalha.

O que quer deixar seus pensamentos, este escreve.

O que quer deixar seu nome, este governa.

O que não quer deixar nada, este esquece.

O que quer deixar a si mesmo, este cria...um filho.

The new face of zero and one

Uma palavra sobre informação.
Nunca antes qualquer tipo de conhecimento foi tão facilmente atingido e nunca antes tão negligenciado. Uma análise possível seria que por mais que a nossa nova mídia de dados possa trazer cultura, esta traz em maior escala lazer. Um segundo approach, seria dizermos que o super-acesso à informação traz certa preguiça. Não preguiça de buscar informação, mas de entendê-la. É muito fácil se bombardear ou, mais fácil ainda, ser bombardeado com fatos. Incorporação de fatos versus a sua compreensão e crítica. Para os que diziam que o papel morreria, pelo contrário, parece que entramos em um frenesi por livros, ou best-sellers. Não garanto que um mereça o nome do outro.

Pensando em todas as ficções visionárias, penso se realmente andamos rumo a este mundo criado por grandes mestres de um passado não tão distante. Atualmente, é fácil notar detalhes de Huxley, Orwell, Brabury e possivelmente de outros que desconheço. Será que a revolução digital tem ainda mais do mito da caverna que meets the eye?

il faut pensar em novas aplicações para a quase infinita biblioteca da humanidade. Alguma que não envolva blogs.

Wednesday, 30 May 2007

Il fait froid

L'hiver est arrivé.


E como faz frio.
O cantinho do box que o chuveiro não alcança não esquenta nunca.
O dedinho do pé já se encolhe quando passa perto da cama.
A válvula direita da torneira começa a ficar com ciúmes.
Todo mundo parece, quando dentro de casa, seu próprio avô.
Ficar pertinho do buffet quentinho vira um prazer.
Até as palavras ficam no diminutivo.
Todo mundo vira fumante.
E o carro nunca pega de primeira.


L'hiver est arrivé, mais il s'en ira tout de suite, en courant du Monsieur Printemps...

Friday, 25 May 2007

G Flaubert was right

Ao longe, além da distância de nitidez garantida, seus olhos capturam uma imagem fora do comum. Estonteante, a figura permanece ociosa atrapalhando sua concentração em qualquer outra coisa. Ele tenta se desvencilhar, "there's no such a thing,such perfection". Mas é impossível, cette visage o prende até que, em um momento descontínuo, ela some. Dias, até semanas de quase insania se arrastam pela sua vida. Até que, por obra de Madame la Chance, lá está a personificação da perfeição novamente, mas desta vez acompanhada de uma oportunidade de aproximação, um presente caprichoso de Mme la Chance. Novos dias ou semanas, desta vez banhados de suor e sangue além da antiga insania. Então, finalmente chegada a hora de tocar no ídolo, eis que o dourado lhe fica às mãos.




Il ne faut pas toucher aux idoles, la dourure en reste aux mains
-Gustave Flaubert

Monday, 21 May 2007

The dichotomy of good and evil

It comes to my mind a very simple calculation:

Se é saudável dormir 8 horas por dia.
Dormimos exatamente um terço do dia, portanto aproximadamente um terço de nossas vidas.
Se dormirmos 6 horas.
Ensaiamos nossa morte durante um quarto do tempo precedente a esta.

Maintenant, quando um malfeitor faz alguma coisa de mau (é a ocupação deste, afinal de contas), on dit que ele dorme mal. Mas não podemos negar que inevitavelmente ele está aproveitando melhor suas waking hours. Alors, não posso deixar de pensar: "quem não prega o Mal, dorme bem. Por outro lado, quem o faz aproveita melhor todo o resto do tempo". E provamos matemáticamente que o resto do tempo é de dimensão consideravelmente superior.

Est-ce que on est un mauvais garçon? J'aimerais l'être.

Thursday, 17 May 2007

The Bleeding Ear Show

Algo me diz que quando fones de ouvido deixam de ser só um amusement auditivo, e passam também a ser usados para isolamento sonoro do mundo externo é um sinal de que algo vai mal. No ônibus, na fila, na aula, na rua. Qualquer lugar que alguém pode frequentar fica mais e mais perigoso para os ouvidos deste. As, para poupar palavrões, besteiras que podem ser passivamente ouvidas são remarkable. Enfim, o trigger do post foi um episódio fantástico em que ouvi um ser humano (definitivamente humano, nenhum outro animal seria capaz de tal coisa) tentar conjugar um pronome, sem consciência da classe gramatical do pronome pessoal reto.

En plus, nessa mesma semana, lia um artigo sobre cientistas medindo a capacidade de raciocínio lógico de corvos (mais interessante do que o esperado), quando , en me souvenant de outros comentários como o dos pronomes, cheguei à conclusão que um experimento dessa mesma natureza com seres humanos traria resultados (negativos) interessantes. Claro que os experimentos deveriam ser mais inteligentes que puxar uma carne presa numa cordinha. Ou não.

Thursday, 10 May 2007

Analogia

Encontrava-me estudando Equações Diferenciais, séries de Fourier mais especificamente. E, por ventura de alguma aleatoriedade de pensamento, cheguei a uma analogia interessante.

Uma função pode ser representada por uma série. Esta é a teoria.
Uma pessoa pode ser representado por um estereótipo.

Mas, em alguns pontos, a série da função pode divergir do resultado real da função.

mas o engraçado é que isso só ocorre em funções descontínuas. Não-monótonas, on peut dire.

C'est intéressant n'est-ce pas?

Wednesday, 9 May 2007

On pense:

Look at the hottie in the tight jeans
Look at the pipe dreams
Look at the fat man burst at the seams
Look at the captain with the galaxy right off his balcony
Look at the science and the alchemy
Look at the sirens on the cop cars
Look at the pop stars
Look at the convicts filing the bars
Look at the wife
Look at the knife
Look at the pom-pom prom queen scream and scream and run for her life.
It's always right, the perfect light in the dark of night.
Give up the world, give up your life, cause you cannot fight the television.
Television, television.
Look at them trying to get the flag higher
Look at the quagmire
Look at the tread separate from the tire
Look at the junky trying to get a gram
Look at the betting man
Look at him folding on a better hand
It's always right, the fearless light in the dark of night.
Give up the world, give up your life cause you cannot fight the television.
Television, television.
Look at me hypnotized and half alive, maybe it's four or five.
Some parts are sleeping, some parts are paralyzed.
Just one more minute.. just one more minute.. I think I'm almost in it.
Television, television.
Give me tits and politicians.
Give me death and demolition.
Give me glamour and sedition.
Television.

Television, Television - Ok Go

Tuesday, 8 May 2007

An introduction

O wonder!
How many goodly creatures are there here!
How beauteuos mankind is!
O brave new world
That has such people in 't.

The Tempest - Act Five, Scene One